Herdeiros do maldito legado da construção histórica da desigualdade entre os seres humanos, as classes mais vulneráveis são vitimadas, esmagadas e aniquiladas por uma estrutura econômica capitalista selvagem, excludente e desumana que concentra a riqueza nas mãos de poucos, cooptando-a da maioria da população que vive na pobreza extrema.
No Brasil os indicadores sociais revelam a cada ano, uma ínfima redução nos índices de miséria no país. O que consideramos pífio, insignificante, desprezível tendo em vista a considerável proporção do crescimento econômico da nação brasileira nos últimos anos, saltando para a 7ª economia mundial. Precisamos compreender que o Brasil não é um país pobre e sim um país desigual. Pois, mesmo sendo um dos países mais rico do mundo, mais de 70% da população vive na miséria.
A compreensão do funcionamento dessa escravizante e desagregadora estrutura econômica e dos mecanismos causadores da miséria social é o primeiro passo para a população excluída socialmente pelo sistema capitalista, lutar verdadeiramente pela justiça social. Haja vista, que os atores que encenam a defesa da luta por uma sociedade mais justa e igualitária são discípulos fiéis do materialismo dialético do marxismo. Assim, quando ascendem ao poder combatem as conseqüências da pobreza e não as causas desta. Demagogicamente combatem a fome, a falta de moradia e a violência urbana com os engodos dos programas sociais que provocam uma penumbra ou cegueira na massa excluída pelo sistema, pois quando têm acesso ao beneficio atingem um estado de letargia ou comoção social.
Sem uma participação efetiva do povo pobre nas questões políticas e sociais do país, dificilmente conseguiremos debelar a miséria e a exclusão social gerada pela desumana estrutura capitalista brasileira, que inferimos ser a principal fonte geradora da pobreza do país. Não há dignidade e nem cidadania enquanto não for assegurada qualidade de vida á milhões de brasileiros que vivem em condições subumanas, hostilizados brutalmente pela falta de igualdade de oportunidade, desigual distribuição de renda e excessiva carga tributária.
O deficitário investimento na educação, a falta de uma justa distribuição de renda e a pífio política de inclusão social, contribuem para visibilidade do paradigma riqueza-pobreza, propiciando que o capitalismo opere cada vez mais em desfavor da pobreza, fomentando ainda mais a miséria no país. Assim percebemos que o sistema capitalista propositalmente dificulta o acesso a educação do povo pobre, objetivando mantê-lo na ignorância. Olhando por este prisma e vendo o Estado como o grande tutor dos mecanismos econômicos e financeiros do país, percebemos que a miséria é provocada pelo próprio Estado.
A situação de desvalorização social em que esta população excluída pela estrutura econômica é submetida favorece a inversão de valores, a baixa escolaridade, a subcidadania, e perda de identidade. Portanto, nossa grande expectativa é que a população que transita na zona de exclusão perceba que só através da educação poderá acessar gradativamente os mecanismos de inserção social, tendo acesso aos serviços públicos, sendo capaz de gerar renda e garantindo assim uma melhor qualidade de vida.
Professor Jose Maria Pereira Dias
E mail : jose.mariasti@hotmail.com
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